Ballroom, Glam Rock e Cultura Drag

Como os movimentos de contracultura LGBT influenciaram na moda atual

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Movimentos de contracultura são movimentos sociais e culturais que contestam os valores tradicionais da sociedade influenciando o comportamento, o consumo e o modo de enxergar a realidade. Sem esses movimentos, a moda não seria o que é hoje e para encerrar o mês do Orgulho LGBTQIAPN+ quero apresentar os movimentos que questionaram questões de gênero, sexualidade e liberdade de expressão.

Ballroom

Um movimento de resistência e celebração, o Ballroom surgiu em Nova York na década de 70 após artistas trans e Drags negras começaram a sofrer racismo e discriminação em concursos de beleza. 

Junto com o movimento, criou-se as Hauses – famílias escolhidas para apoiar jovens LGBT+ que haviam sido expulsos de casa – nelas se ofereciam abrigos, apoio afetivo e orientação para a saúde. 

Reprodução Pinterest

Já os bailes eram eventos competitivos e performáticos, onde os vencedores eram aqueles mais autênticos em dança, figurino e atitude. O Voguing (frequentemente feito pelas cantoras pop como Madonna e Beyonce) surgiu dentro desses eventos! 

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“Este lugar é perfeito para todas as cores e corpos” dizia o ator Sean Coleman. O Ballroom não foi apenas resistência, mas uma libertação para a comunidade LGBT+, principalmente os negros e latinos. 

Glam Rock

Surgiu no Reino Unido também na década de 70 e foi o movimento responsável por desafiar as noções tradicionais de masculinidade. 

Aqui os homens usavam roupas extravagantes, maquiagem pesada e MUITO BRILHO! Os principais ícones de estilo era David Bowie, Elton John, e, no Brasil, Ney Matogrosso. 

David Bowie

Foi com o Glam Rock que se popularizou o Estilo Andrógeno, estilo esse que mistura as características de ambos os gêneros no modo de se vestir e se maquiar, que perdura até os dias de hoje nas passarelas e na música com o K-pop. 

Secos e molhados com Ney Matogrosso

Atualmente os Estilo Andrógino vem evoluindo para a moda Não Binária ou Agenero, o intuito é se desfazer das características masculinas e femininas e deixar o estilo neutro, a fim de não precisar mais atrelar uma peça a um gênero específico. 

Cultura Drag

Drag Queen não é um gênero, mas um movimento artístico que começou nos Ballrooms, se diversificou com o Glam Rock e atualmente é uma das culturas que mais influenciou a moda quando falamos de “quebra de regras de gênero” 

Visuais exagerados, perucas volumosas e técnicas de maquiagens específicas trazem humor e crítica social para as passarelas, primeiras filas e capas de revistas. 

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Hoje, a moda Drag não é apenas para artistas e celebridades, é uma forma de expressar liberdade e autenticidade em qualquer lugar!