A Semana de Moda de Londres começou na quinta-feira (17.09), e a equipe Redz. já estava de olho em um desfile específico: o retorno de Alexander McQueen no calendário oficial do evento, neste domingo (20.09). Após 25 anos apresentando suas coleções em Paris, o diretor criativo Seán McGirr faz a sua estreia na cidade e busca levar a marca de volta às suas raízes.
“O etéreo e o urbano”
Foi ali que Lee Alexander McQueen fundou sua marca e virou história. Com o tempo, aquilo que nos fazia delirar diante das performances, provocações e o cuidado com cada peça de coleções que são estudadas e revisitadas até hoje, virou lembrança. Segundo McGirr, McQueen é “uma casa nascida em Londres, e a atitude intransigente e o espírito subversivo da cidade estão em seu cerne”, e já faz um tempo que ele comenta sobre seu desejo em resgatar isso.
O atual estilista da casa também adquiriu suas próprias paixões a respeito de Londres quando se mudou para a cidade com 17 anos e estudou na Central Saint Martins. Os clubes, a arte e a história do lugar que tomava seus dias, estudos e experiências, serviram de repertório para a coleção que mescla todos os elementos da capital junto a alma da marca. Veja a parceria de Dior e A24 aqui!

Reprodução: Fashion Network
“Suas ruas, sua subversão, sua energia e sua atitude. Suas tensões inerentes: modernidade e historicismo lado a lado. A oportunidade nas sombras. Euforia divina, encontrando sinergia entre o sagrado e a subcultura. O etéreo e o urbano: a paleta da retratística religiosa e os neons lavados das raves underground”, disse Seán McGirr.
A coleção
Quando falamos de novos estilistas ocupando uma cadeira em uma grande casa, um ponto que sempre trazemos aqui na Redz. é: quanto tempo será que é necessário para um designer absorver todos os códigos da marca e combiná-los com seu próprio estilo e referências? E como ele fará isso?

Reprodução: Fashion Network

Reprodução: Fashion Network
O desfile foi apresentado no Undercroft da Lincoln’s Inn Chapel e trouxe colaborações com Shaun Leane nos acessórios e a Huntsman Savile Row na produção de alguns ternos masculinos. Ambos já trabalharam com a McQueen no passado. Há muita alfaiataria, com recortes em “asas de anjo” (assim disse o próprio McGirr) e estruturas com mini saias; os acessórios são o contraste entre os looks mais simples e “certinhos”, com cintos grossos e chokers no pescoço, além dos cabelos em formato de chifres.
Tons neutros tomaram conta de praticamente toda a coleção, com apenas algumas peças em verde, azul e rosa, presentes especialmente nos vestidos, tules e tecidos com uma leve transparência. Veja os detalhes da Runway Vision aqui!

Reprodução: Fashion Network

Reprodução: Fashion Network
A identidade subversiva de Alexander McQueen é a prioridade de Seán McGirr, e suas ideias a respeito das faces de Londres, a “sinergia entre o sagrado e a subcultura”, estão bem alinhadas com o que foi apresentado. Ainda assim, o vestido que mais se aproxima disso é o com caveiras feitas de renda, que é pouco para tantos looks vistos. Assistir o desfile e realmente acreditar que estou vendo algo de McQueen é um processo, e com um olhar atento você consegue notar as referências. O resultado é satisfatório, mas basta continuar acompanhando para saber até onde essa admiração e seu cuidado com as peças pode levá-lo.
Para mais notícias do mundo da moda, continue de olho na Redz. Fashion!