O Oscar, cerimônia organizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, é uma das premiações de cinema mais aguardadas do ano. O evento, que está marcado para o dia 15 de março, em Los Angeles, se divide em diversas categorias para celebrar as maiores obras do ano anterior. Por isso, já entrando no clima, a Redz. decidiu explorar os filmes que estão na disputa para levar o Oscar de Melhor Figurino!
A indicação
Quando saiu o anúncio dos filmes que estão concorrendo ao Oscar, muitos não entenderam quando “Avatar: Fogo e Cinzas” apareceu na lista de Melhor Figurino. Afinal, como um filme feito em CGI pode concorrer à esta categoria? Vem cá que eu te conto!
O que muitos não sabem é que antes de passar para o digital, as peças eram todas desenhadas e produzidas pela equipe de figurino na vida real, com Deborah L. Scott no comando, a designer que já participou da produção de dois filmes da saga. Assim como vários outros aspectos que envolvem os filmes de Avatar, que se concentram em efeitos práticos, o figurino não ficou de fora dessas técnicas. Muito além do design, existe também a construção física dessas peças.

“Vou te contar um pequeno segredo… Os filmes Avatar não são feitos por computadores, mas sim por pessoas muito talentosas, sobretudo atores, que interpretam fisicamente cada cena”, disse James Cameron no documentário Fire And Water: Making The Avatar Films, na DisneyPlus. Depois da gravação, é claro, os artistas dão vida à Pandora, traduzindo cada movimento e emoção para nos deixar imersos naquele mundo.
Muitas vezes esse cuidado com o figurino, que tem a capacidade de mudar completamente o resultado final do filme, acaba passando despercebido, o que torna a indicação ainda mais especial para todos que fizeram parte da obra. Entenda a importância da Semana de Alta-Costura aqui!
O manual e o digital
Neste filme, somos apresentados ao clã Mangkwan, o Povo das Cinzas que passou por uma tragédia que o fez questionar Eywa (entidade espiritual de Pandora). Seus trajes servem como um reflexo de toda essa luta e instinto de sobrevivência, com texturas ásperas, tinta vermelha pelo corpo e adornos mais pontudos.
O visual indica a história de todos os grupos do povo Na’vi; cada um deles possui uma cor, um estilo e uma identidade. Onde uma comunidade vive, há materiais que não se encontram em outras regiões, então suas roupas carregam um grande poder de comunicação. Os Tlalim, por exemplo, se aventuram pelos céus e têm contato com esses outros clãs com mais frequência, e isso é mostrado na diversidade de materiais em suas peças.


Entre todo esse couro rústico, conchas, folhas e penas, ainda existe uma tecnologia pensada para cada personagem e situação que ele irá enfrentar. O trabalho não acabou no papel, e ao todo foram mais de 2 mil peças. Veja a Chanel Couture 2026 aqui!
Em entrevista à Forbes, feita pela jornalista Rachel Elspeth Gross, Deborah L. Scott conta como essa parceria entre figurinista e animador acontece: “Eles recebem a peça de roupa real, ou a joia […] fazemos muitos testes, com água, vento ou o que a situação pedir. E eles recebem todas essas imagens, o que os ajudam na simulação. Se estivéssemos fazendo algo com jeans azul, bem, as pessoas iam entender, quase todo mundo usa. Mas se eu estou entregando um pedaço de couro moldado, ou uma capa com várias coisas, os artistas não têm referência para isso.”

@debscottcostumes

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Ainda era preciso supervisionar o que eles faziam, combinando os conhecimentos da equipe de figurino com o dos artistas para desenvolver o filme no computador, o que contribuiu para uma vasta riqueza de detalhes. Todas as técnicas tradicionais de artesanato, como a tecelagem de linho ou entalhe em madeira, as texturas, as imperfeições naturais e a maneira como os tecidos se dobram foram honrados e traduzidos para o digital com precisão.
Para mais análises pelos figurinos do Oscar 2026, continue de olho na Redz. Fashion!