Quando falamos em semana de moda, logo vem à cabeça as quatro principais: Paris, Milão, Londres e Nova York. Porém, outro nome que está ganhando mais protagonismo e ficando no radar da indústria da moda é a Copenhagen Fashion Week, que entre os dias 3 e 7 de agosto comemorou seus 20 anos na edição primavera/verão 2027. Mas, afinal, o que tem nos causado tanto interesse nesse evento?
As principais cidades ao redor do mundo criaram suas respectivas semanas de moda para potencializar as marcas locais. No Brasil, por exemplo, estamos com esse propósito através do Rio e São Paulo. A Copenhagen Fashion Week surgiu em 2006, um ano após a de Estocolmo, e sua diferenciação já veio rapidamente por ter uma estética boêmia, vibrante e divertida – ao contrário do estereótipo da moda nórdica minimalista. A Ganni é um dos maiores exemplos de marcas que se destacaram por trazer peças diferentes e falar sobre uma moda de luxo ética e sustentável, e é aí que entra a virada de chave da semana de moda dinamarquesa.


Em 2018, a diretora executiva Cecilie Thorsmark tornou-se CEO da Copenhagen Fashion Week, e sua gestão veio com o propósito de alavancar o evento através do seguinte pilar de distinção: a sustentabilidade. Dois anos depois, se tornou a primeira semana de moda a introduzir requisitos mínimos de sustentabilidade para as marcas participarem da programação, desde o fornecimento de matéria-prima até a pegada ambiental da produção de cada desfile. O que poderia se tornar um obstáculo para o lucro comercial do evento fez com que as parcerias aumentassem, permitindo maior alcance global e cobertura na mídia, como enfatizou a consultora Julie Gilhart em entrevista ao Business of Fashion: “A mensagem [do evento] se espalhou porque os problemas que estão sendo abordados são universais”.
Outro ponto que começou a reverberar principalmente nas redes sociais é o street style durante a Copenhagen Fashion Week. Mesmo fora das passarelas, tanto locais quanto quem está na cidade apenas para os desfiles aproveita a estética do evento para apostar em looks diferentes do que vemos em outras semanas de moda. As sobreposições coloridas, mix de estampas e outras propostas divertidas começaram a viralizar cada vez mais e a virar pauta entre os principais veículos de moda, colocando ainda mais holofotes na metrópole dinamarquesa.




Esse ambiente inovador é ainda reforçado pelo ecossistema de acolhimento e impulsionamento de marcas pequenas, dando a oportunidade de elas se desenvolverem de forma consistente e construírem um público fiel. A cereja do bolo é a quantidade de diretoras criativas à frente das marcas e a diversidade de corpos para além da magreza extrema vista em outras semanas de moda. Por isso, em cada temporada temos a oportunidade de ver coleções que dialogam entre si; de marcas com uma identidade minimalista e sofisticada a outras com propostas inusitadas e coloridas, todas mostram uma moda muito além do apelo comercial que já estava saturado no mercado.
Nossos favoritos da temporada primavera/verão 2027
Studio Constance


Paolina Russo


Marimekko


Collina Strada


Solitude Studios

