Inspirada na planta favorita de Isabela, “Dracena” cresce entre o artesanal e o contemporâneo com a estreia de Chica Capeto na criação.
Nove anos sem aparecer em uma semana de moda. E quando Isabela Capeto resolveu voltar, voltou com sua filha Chica do lado, dividindo a criação pela primeira vez. Só esse contexto já carregava o desfile de significado antes mesmo da primeira modelo entrar na passarela.
A coleção se chama Dracena, inspirada na planta favorita de Isabela, de folhas alongadas e silhueta bem gráfica. Mas o ponto de partida foi crescendo: virou uma conversa com o neoconcretismo de Hélio Oiticica, com a ideia de que a roupa só se completa no corpo, que a cor não é só superfície. Junto com isso, referências de jardim, insetos, geometria e o trabalho manual que sempre foi central pra marca.
Fúcsia, vermelho e amarelo cevada dominaram a paleta. As peças vieram com: bordados, paetês, penas, tule, veludo, renda, lamê, calças de lona com desenhos de besouros, batas com babados, vestidos longos, saias rodadas.



O que ficou interessante de observar foi onde a mão de Chica aparece dentro disso tudo. As camisas com gravatas duplas, as microssaias plissadas sobrepostas, o xadrez, o conjunto de moletom. São escolhas que atraem um público mais jovem pra Isabela Capeto e deixam a linguagem da marca mais aberta, sem apagar nada do que ela já construiu.



A Granado também marcou presença no desfile, com as modelos levando um charm da cerinha Pink nos looks. Faz sentido: uma marca carioca com décadas de história, conhecida pelo artesanal e pelo cuidado, combinando com uma estilista que tem exatamente esses mesmos valores. Além da passarela, a Granado ainda montou um espaço no evento com esmaltação gratuita e personalização de kits da linha Pink, levando a experiência pra além do desfile.
