
Já não é de hoje que escutamos por aí que as fantasias apresentadas pelas escolas de samba do grupo especial poderiam ser consideradas “Alta Costura Brasileira”.
Se deixarmos de lado as regras burocráticas da Alta Costura parisiense como: atelie em Paris, desfiles duas vezes ao ano e um número específico de looks a serem apresentados, podemos considerar as fantasias de carnaval ( e do festival de Paritins) algo “tipo Alta Costura” (em termos populares atuais, seria SABOR Alta Costura).

Em alguns termo técnicos, são parecidas – peças feitas a mão por diversos artesãos, as fantasias de Rainha da Bateria e do casal de Mestre Sala e Porta Bandeira feitos sob medida – mas no caso do carnaval, as fantasias vão além de uma tendência e um agrado estético aos olhos, elas possuem um estudo e um desenvolvimento complexo para cada ala, as fantasias da Comissão de Frente não deve ter as mesmas técnicas e materiais das fantasias usadas pela bateria, o styling precisa ser harmonioso e coeso, não há espaço para muita experimentação, pois todo o conjunto contará na nota final da escola e consequentemente, no campeonato.

A questão é que tanto a Alta Costura parisiense quanto as escolas de samba investem tempo e dinheiro em pesquisa, tecnologia e materiais do mais alto nível, elevando não somente o valor monetário, mas também o simbólico.

O carnaval pode não ser considerado Alta Costura, mas sua importância é tão relevante quanto, principalmente para as comunidades e brasileiros que colocam a mão na massa para que a maior festa a céu aberto do mundo aconteça.