Alguns meses após o anúncio de Jaden Smith como o primeiro diretor criativo da linha masculina da marca, em setembro de 2025, o artista apresentou a sua coleção de estreia durante a Semana de Moda Masculina Outono/Inverno 2026 de Paris na última quarta-feira (21). Entre ressignificar os símbolos da Louboutin e trazer um pouco de si para as criações, o público acabou se dividindo.
De olho nas peças
Está é a primeira coleção de quatro que o artista de 27 anos, Jaden Smith, dá vida para o segmento masculino da marca. Assim que o anúncio sobre sua chegada na casa saiu, vimos um comunicado do próprio Christian Louboutin sobre o rapper e ator norte-americano: “vi nele um ajuste natural para a Maison, seu mundo é rico e multidimensional, seu estilo e sensibilidade cultural são inspiradores e sua curiosidade é notável. Senti que, com sua direção criativa, nossa coleção masculina evoluiria de uma forma emocionante e dinâmica.”

@c.syresmith
Suas novas criações para a casa carregam designs exclusivos em uma exposição dadaísta que brinca com o novo e o velho. Para isso, o jovem foi até Campânia, no sul da Itália, de olho nas fábricas da marca, capturando o que faz Louboutin ser o que é. Veja mais sobre a chegada de Jaden Smith aqui!
A coleção apresenta botas de pelo sintético, coturnos ‘banhados’ com uma tinta escorrendo, bolsas com múltiplos compartimentos e mochilas gigantes. O vermelho, é claro, aparece em tudo, desde a iluminação do ambiente onde os modelos desfilavam até os detalhes de cada peça. Um dos destaques da coleção vai para uma bolsa preta que leva uma fotografia de Moisés Arias, tirada em Paris.

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“Esta coleção é inspirada na história dos trabalhadores ao longo dos séculos: Os Pedreiros, Os Escribas, Os Doutores. É inspirado nas épocas perdidas do tempo e feito por mãos nascidas de estrelas forjadas sob imensa pressão no espaço cósmico”, diz Jaden Smith no site oficial da marca.
Ainda é Louboutin?
Sendo bem direta, a resposta é sim! Sempre que uma celebridade ocupa espaços como este, uma incerteza circula pelo ar e a tendência é observarmos críticas negativas por todo lado, mas analisar uma nova coleção em um contexto como esse vai muito além de afirmar o que é bonito e o que é feio.
A exposição se inspira na Mitologia Grega e mergulha em uma narrativa onde a história da moda, cinema, música e artesanato andam de mãos dadas, como se essa primeira coleção fosse apenas a ponta do iceberg, mostrando como Jaden pretende seguir com o seu novo título. “Estou combinando minha perspectiva de designer afro-americano, ligada ao meu pensamento mais dadaísta, com a herança de uma Maison francesa”, ele conta.

Haviam televisões vintage que mostravam a Marcha sobre Washington de Martin Luther King em 1963, outros acontecimentos históricos e momentos do cotidiano em diferentes períodos. Seu objetivo era claro: evidenciar como ensinamentos gerais e a cultura podem ser repassados e se moldarem com o tempo. Outra vez, o novo e o velho aparecem de forma mais simbólica.

A chegada de Jaden Smith reforça modelos clássicos para um público mais ousado, mas de uma forma que não apaga, em hipótese alguma, a história e os códigos da Maison. O artista reinventa e dá o primeiro passo para essa nova fase da Louboutin.
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