A expectativa para esse desfile começou ainda em dezembro de 2025, ao anunciarem que o local do evento seria em Biarritz, na França. Foi ali que Gabrielle Chanel se refugiou durante a Primeira Guerra Mundial e inaugurou seu primeiro ateliê de alta-costura, na Villa de Larralde, em 1915. Abrindo a temporada Cruise, nesta terça-feira (28.04), Matthieu Blazy resgata a história da maison como uma forma de honrar o seu passado.
Voltando às origens
Diferente das outras grandes marcas que escolhem desfilar esta temporada nos EUA, Chanel vai para um caminho diferente. Em abril do ano passado, a Chanel Cruise 2026 foi assinada por sua equipe de criação e apresentada na Itália, mas agora com a direção de Blazy a decisão do local tem um peso mais significativo.
O cenário da coleção foi o Cassino Municipal da cidade, um edifício art dèco construído em 1929. A vista do desfile dava para a Villa de Larralde, onde a loja de Gabrielle estava fechada desde os anos 1930. “Foi aqui onde ela deu seus primeiros passos na moda”, conta Matthieu Blazy.

O DNA da casa que conhecemos hoje foi graças à esse período, onde Gabrielle construiu sua própria ideia de estilo e liberdade enquanto observava o movimento que acontecia à beira-mar. Veja o desfile da Chanel Cruise 2026 aqui!
A Chanel está passando por um processo de ressignificação, com um novo diretor criativo, e ao celebrar o local do ponto de partida da estilista fundadora, Blazy mostra que sabe o que tem em mãos e como conduzir esse compromisso em uma coleção leve e divertida.
‘Mermaidcore’ na Chanel
Alguns dias antes do desfile, a modelo Noor Khan foi a estrela do teaser da coleção com três peças diferentes: um traje de marinheiro, uma cauda de sereia e um vestido de lantejoulas, que encerrou a apresentação de Matthieu Blazy. O colar de concha com uma cauda de sereia dentro, entregue junto com o convite do evento, também já nos dava uma dica do que estava por vir.
A temporada Cruise, criada pela própria Coco Chanel, traz looks especialmente para as férias de verão. Aqui o estilista uniu a proposta do evento, a história da marca e o universo lúdico das sereias em uma coleção que abraça o desejo dos clientes da Chanel em peças fluídas e feitas para várias ocasiões.

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Esse ar descontraído também se faz presente na bolsa de praia extra grande, nos brincos de pimenta vermelha, em bordados com estrelas do mar e nas toucas de banho. As modelos aparecem com aplicações coloridas nos cílios, cabelo com efeito molhado e brincos em formato de concha cobrindo toda a orelha. Veja segunda coleção de Matthieu Blazy para a Chanel aqui!


Com texturas que remetem à escamas de peixe, sobreposição com peças que lembram uma rede de pesca e tecidos cintilantes, o estilista brinca com o que a criatura desperta no nosso imaginário sem perder a sofisticação da maison. Até porque, no meio disso, observamos conjuntos mais alinhados com o que já estamos acostumados na Chanel, só que com mais leveza.


Os vestidos pretos (um deles abriu a coleção com a Noor Khan) e o tweed, por exemplo, ganharam um novo olhar. Aqui o duplo C da casa vira parte da estampa ou desenha o decote. Blazy mira em looks feitos para o lazer e na funcionalidade ao mesmo tempo.


O desfile faz parte de um trabalho cuidadoso, e as peças trazem muito movimento. Há técnicas com listras, designs inspirados em guarda-sol de praia vintage e reproduções de modelos originais da Chanel, tudo pronto para edificar o lugar de Matthieu Blazy na maison.
Para acompanhar mais desfiles da temporada Cruise, continue de olho na Redz. Fashion!